Não são as suas mãos que seguram as minhas andando pela rua. Nem é você me beijando na testa. Nem são para você as minhas mensagens de boa noite.
Aquele dia você olhou para mim com a maior cara de tédio e desprezo que alguém poderia ter no mundo. Aquele dia você olhou para mim como se eu fosse mais uma das milhares de meninas que já se apaixonaram por você sem você ter se apaixonado por elas. Depois de tudo, aquela foi a parte que mais doeu. Ter virado mais uma entre tantas outras que passaram na sua vida, depois de ter sido "a"especial.
Uma vez você me perguntou se um texto publicado aqui tinha sido para você. Não tinha. Você não chorou, mas seu olho encheu de lágrima. Era um misto de tristeza e raiva. Nunca esqueci. Mal sabia você que aquele texto não era, mas que o outro sobre a garota que você nunca superou era.
Aquele dia eu me coloquei aos seus pés e pedi uma chance. Você pode não ter acreditado, mas eu realmente teria feito qualquer coisa para ficar com você. Meu coração despedaçava cada vez que você dizia que não, mas eu continuei ali, de pé, na sua frente, maquiagem borrada por choro, só te pedindo uma chance.
A chance não foi dada. Fui embora. Cabeça confusa, coração sangrando pelos olhos, pressão baixa querendo me puxar para o chão, de novo. Eu andei aquele mesmo caminho que, muitos meses antes, tinham visto já aquela cena. Mas aquele outro dia era de tarde, um domingo com céu escuro e vento forte. Você me parou perto daquele bar da esquina, uns três quarteirões depois de eu ter ido embora. Esse dia era também um domingo, mas já era noite. Você me deixou ir sozinha dessa vez. Você não me parou no caminho. Você não me parou nunca mais.
Os dias passaram, coisas aconteceram. Estou deitada pensando no filme do jogador que enlouqueceu. A ex-mulher ainda era completamente apaixonada por ele, eu sei, o cara do meu lado sabe também, todo mundo sabe. Mas ela largou ele e ficou com o outro, o bonzinho e fiel que só queria fazê-la feliz. Foi forçada a trocar o que ela queria por o que ela precisava.
Talvez a vida seja assim mesmo.
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"Essas palavras que escrevo me protegem da completa loucura" - Bukowski
sábado, 15 de setembro de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
Ele x eu
Ele gostava dos vilões, eu amava os mocinhos. Ele era viciado em Harry
Potter, eu tentei ler três vezes o primeiro livro e desisti. Ele sempre foi
irritantemente calmo, eu sempre fui absurdamente apressada. Ele era do
litoral e adorava praia, eu era da cidade e mar sempre irritou meu olho. Ele odiava o Corinthians e era gremista, eu era fanática pelo Timão. Ele
gostava de Allan Poe, eu sempre achei macabro. Ele escrevia bonito e com
palavras difíceis, eu sempre escrevi desse jeito torto o que vinha na cabeça.
Ele era razão, eu era cem por cento emoção. Ele gostava de cerveja, eu só bebia
destilado. Ele era mais baixo do que eu, eu sempre tinha achado horrível mulher maior que
o homem. Ele gostava de filme de guerra, eu adorava um filme mela cueca. Ele
acreditava na força do sentimento, eu acreditava no carinho da presença. Ele
era orgulhoso, eu era mimada. Ele tinha medo, eu dava a cara a tapa. Ele
freava, eu acelerava. Ele era moreno, eu sempre tive queda por loiros. Ele não
gostava do Ano Novo, eu odiava o Natal. Ele gostava do Natal, eu adorava o Ano
Novo. Ele era Áries, eu era Câncer. Ele jogava vôlei, eu jogava futebol. Ele
queria cursar direito, eu não gostava muito de advogados. Ele fazia miojo no
micro-ondas, eu adorava cozinhar. Ele foi pro Canadá, eu continuei no Brasil.
Ele tinha aquele cabelo meio Beatles, eu gostava de cabelo arrepiadinho. Ele
dizia que preferia meu cabelo natural, eu sempre gostei de fazer reflexo. A
música que ele menos gostava do Legião era a minha preferida. Ele merecia
alguém mais fácil, eu era toda errada. Ele me queria longe, eu tentava ficar ao
lado dele...
Mas, espera... Se vocês não combinavam em nada, por que você quer tanto que ele volte?
Porque tinha uma coisa que superava qualquer diferença entre a gente: o jeito que a gente se gostava e fazia o outro feliz. Fora que as diferenças não eram um problema, elas sempre fizeram um crescer com o outro. A gente se... completava.
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Mas, espera... Se vocês não combinavam em nada, por que você quer tanto que ele volte?
Porque tinha uma coisa que superava qualquer diferença entre a gente: o jeito que a gente se gostava e fazia o outro feliz. Fora que as diferenças não eram um problema, elas sempre fizeram um crescer com o outro. A gente se... completava.
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
Ainda é cedo
Ontem a sua partida parecia ruim... Hoje eu descobri que pode ser pior. Ontem não teve uma mensagem sua me desejando boa noite. Mas, hoje, o que me assusta, depois de acordar com a alma vazia de quem levaram a felicidade, é saber que ontem vai parecer fácil. Porque hoje você não vai, quando estiver chegando perto do meio-dia - nesse lado do mundo -, fazer o meu celular vibrar e me colocar um sorriso no rosto com uma mensagem sua ainda sonado ("Bom dia, gorda"). E nem vai me assustar de tarde dizendo: "Amor, aconteceu uma coisa" ou algo do tipo e depois, rindo do meu desespero, mandar outra dizendo que é que você está com muita saudade... E eu sei também que de noite, assim como ontem, você não vai desejar que eu durma bem e tenha um bom trabalho no dia seguinte, mesmo que a gente tenha acabado de se despedir e você já tenha falado isso pelo computador, como a gente sempre fazia, ou ficar conversando comigo mais um pouco por mensagem, nós dois parecendo dois bobos, falando sobre como a gente queria estar junto ou planejando a nossa vida. Engraçado como uma palavra como "nossa" ou "nosso" pode parecer tão incrível se é você que diz para mim - "nossa casa", "nossa vida juntos", "nosso futuro".
Agora o que sobrou? Eu vivendo a minha vida sem você... Com os dias que já eram absurdamente longos antes, quando eu esperava para falar com você, e que, agora, parece durar dez vezes mais enquanto eu espero você voltar para a minha vida. Enquanto eu rezo, torço e espero você voltar. Enquanto eu tento lidar com a sua ausência ao mesmo tempo em que tento não desabar com um coração quebrado e tentando manter a cabeça erguida e a fé intacta.
Ontem quando eu estava deitada na cama, eu peguei meu celular. A vontade de te mandar algo te dando todos os motivos do mundo para não ir ou para voltar - chame como quiser - foi grande. Mas não fiz isso. E não porque eu tenha desistido de você, ainda é muito cedo, e eu falei muito sério aquele dia para você que eu não ia mais desistir de nós. Não, não deixei de te enviar por isso, nem por orgulho, nem por covardia. E, sim, porque respeito o tempo que você precisa agora para conseguir enxergar, mais uma vez, o que nós temos. O que eu fiz ontem foi reler várias mensagens suas e isso pode soar estúpido para as outras pessoas, mesmo que todos já tenham feito isso um dia também.
Eu reli e fechei os olhos e eu imaginei a gente... E tudo aquilo que a gente tinha combinado e planejado. E você estava ali comigo, como você pediu tantas vezes para eu sentir. Você ali do meu lado e eu falei com você... Eu sussurrei. E não importa em que lugar no mundo você estava ou o que raios você estava fazendo, eu sei que, naquele momento, você sabia... Sim, eu sei, porque nossa conexão nunca falhou. É incrível. E eu chorei... Não porque você foi, mas porque eu pensei na sua volta.
"Tente não me esquecer, vou tentar sempre te amar".
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Agora o que sobrou? Eu vivendo a minha vida sem você... Com os dias que já eram absurdamente longos antes, quando eu esperava para falar com você, e que, agora, parece durar dez vezes mais enquanto eu espero você voltar para a minha vida. Enquanto eu rezo, torço e espero você voltar. Enquanto eu tento lidar com a sua ausência ao mesmo tempo em que tento não desabar com um coração quebrado e tentando manter a cabeça erguida e a fé intacta.
Ontem quando eu estava deitada na cama, eu peguei meu celular. A vontade de te mandar algo te dando todos os motivos do mundo para não ir ou para voltar - chame como quiser - foi grande. Mas não fiz isso. E não porque eu tenha desistido de você, ainda é muito cedo, e eu falei muito sério aquele dia para você que eu não ia mais desistir de nós. Não, não deixei de te enviar por isso, nem por orgulho, nem por covardia. E, sim, porque respeito o tempo que você precisa agora para conseguir enxergar, mais uma vez, o que nós temos. O que eu fiz ontem foi reler várias mensagens suas e isso pode soar estúpido para as outras pessoas, mesmo que todos já tenham feito isso um dia também.
Eu reli e fechei os olhos e eu imaginei a gente... E tudo aquilo que a gente tinha combinado e planejado. E você estava ali comigo, como você pediu tantas vezes para eu sentir. Você ali do meu lado e eu falei com você... Eu sussurrei. E não importa em que lugar no mundo você estava ou o que raios você estava fazendo, eu sei que, naquele momento, você sabia... Sim, eu sei, porque nossa conexão nunca falhou. É incrível. E eu chorei... Não porque você foi, mas porque eu pensei na sua volta.
"Tente não me esquecer, vou tentar sempre te amar".
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terça-feira, 10 de julho de 2012
"I'm not gonna move" ele disse para mim e eu digo, agora, para ele
A vida é estranha e imprevisível. Em um dia você pode ser a pessoa mais feliz do mundo por namorar o amor da sua vida e, no outro, estar totalmente desolado e sem chão porque essa pessoa foi embora. Sem aviso prévio, sem um alerta de risco.
Hoje de manhã, no trabalho, estava ansiosa e querendo falar logo com ele. Olhava para o relógio no canto direito da tela do computador a cada dois minutos. Talvez menos. Olhei para o papel de lembretes amarelo no porta-canetas, escrevi três palavras, fiz um desenho e o colei em cima das horas que demoravam a passar ali na minha frente. Olhei e sorri. No pequeno papel dizia: "Gabriel logo logo". Embaixo de seu nome havia um coração vermelho. Convenientemente ou não, as canetas que eu tenho ali para usar são vermelhas.
Continuei olhando para aquele canto algumas vezes esperando ver as horas. Não era aquilo que eu via mais, mas em momento nenhum tive vontade de descolar aquilo dali. Era um incentivo. Por ironia do destino teria sido melhor que a hora não tivesse passado.
Rasgar a pele com coisas cortantes não dói. Fazer uma tatuagem não dói. Um roxo grande na coxa não dói. Mas perder a pessoa que você sabe que é a certa para você... Isso dói.
Houve um tempo que eu não sabia que você era a pessoa certa para mim. Você estava longe e era fácil eu me apegar a outras pessoas e acabar me apaixonando. Eu tinha quinze ou dezesseis anos, era fácil também ignorar o que estava bem na minha frente com a burrice e a imaturidade da juventude. Hoje, com vinte anos e totalmente ciente do que você é para mim e na minha vida e sem vontade nenhuma de perder o meu tempo em relacionamentos que não vão dar em nada, eu vejo como é difícil crescer, ganhar um pouco de maturidade e visão de futuro.
A vontade é de largar tudo. Não ir mais trabalhar, não ir mais estudar, não levantar mais da cama. De novo. Infelizmente eu já sei que isso não adianta nada e você tem que continuar vivendo. Mesmo porque ficar em casa deitada e olhando para o teto não vai resolver. Nem chorar. Se choro é porque a ferida sangra, mas sei que isso não vai trazer ninguém de volta.
Deixo você ir... Por mais que doa, por mais que eu queira gritar para você todos os dias e todos os segundos o quão cego você é, o quão estúpido está sendo de jogar o que também está na sua cara... Eu te deixo ir. Porque agora eu entendo. Eu também precisei ir. E eu fui e eu fingi esquecer. Doeu, eu cresci - um pouco - e eu aprendi. Doeu e entendi que eu tenho que ficar com você. Então vai, toma o seu tempo, cresce mais um pouco, sente minha falta e aprende também que ninguém no mundo vai te fazer sentir completo e em paz. Deixo você ir com a plena certeza e calma de que você vai voltar para mim. E não porque eu sou alguma coisa muito especial e melhor que as outras... Mas porque tem que ser assim. Eu e você.
Eu recolho os pedaços do meu coração que você partiu. Eu faço isso e volto para minha vida em branco e preto sem você. Eu volto para meus dias vazios e sem amor. Eu volto a ver filmes sozinha. Eu volto a ver The Big Bang Theory sabendo que a gente não está junto de novo e sabendo que eu sou igual a garota loira que procura amor nos caras errados e que você é igual o nerd baixinho que ela só vai ficar junto de novo e de vez no final. Mas que aí vai ser para sempre. Eu volto a ver O homem do futuro sozinha. Você lembra quando nós vimos algumas semanas atrás? Você lembra como você disse que era o filme que tinha a história mais parecida com a nossa? Eu gostaria que não fosse parecida na parte de ter que ficar longe de você... Eu volto para os meus fins de semana com a felicidade pela metade, ajudada a aparecer com o álcool, porque só ele me faz suportar ficar sem você e não fazer nenhuma "besteira", como você diria.
"Quanto tempo você esperaria pelo amor da sua vida?"
Para sempre.
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Hoje de manhã, no trabalho, estava ansiosa e querendo falar logo com ele. Olhava para o relógio no canto direito da tela do computador a cada dois minutos. Talvez menos. Olhei para o papel de lembretes amarelo no porta-canetas, escrevi três palavras, fiz um desenho e o colei em cima das horas que demoravam a passar ali na minha frente. Olhei e sorri. No pequeno papel dizia: "Gabriel logo logo". Embaixo de seu nome havia um coração vermelho. Convenientemente ou não, as canetas que eu tenho ali para usar são vermelhas.
Continuei olhando para aquele canto algumas vezes esperando ver as horas. Não era aquilo que eu via mais, mas em momento nenhum tive vontade de descolar aquilo dali. Era um incentivo. Por ironia do destino teria sido melhor que a hora não tivesse passado.
Rasgar a pele com coisas cortantes não dói. Fazer uma tatuagem não dói. Um roxo grande na coxa não dói. Mas perder a pessoa que você sabe que é a certa para você... Isso dói.
Houve um tempo que eu não sabia que você era a pessoa certa para mim. Você estava longe e era fácil eu me apegar a outras pessoas e acabar me apaixonando. Eu tinha quinze ou dezesseis anos, era fácil também ignorar o que estava bem na minha frente com a burrice e a imaturidade da juventude. Hoje, com vinte anos e totalmente ciente do que você é para mim e na minha vida e sem vontade nenhuma de perder o meu tempo em relacionamentos que não vão dar em nada, eu vejo como é difícil crescer, ganhar um pouco de maturidade e visão de futuro.
A vontade é de largar tudo. Não ir mais trabalhar, não ir mais estudar, não levantar mais da cama. De novo. Infelizmente eu já sei que isso não adianta nada e você tem que continuar vivendo. Mesmo porque ficar em casa deitada e olhando para o teto não vai resolver. Nem chorar. Se choro é porque a ferida sangra, mas sei que isso não vai trazer ninguém de volta.
Deixo você ir... Por mais que doa, por mais que eu queira gritar para você todos os dias e todos os segundos o quão cego você é, o quão estúpido está sendo de jogar o que também está na sua cara... Eu te deixo ir. Porque agora eu entendo. Eu também precisei ir. E eu fui e eu fingi esquecer. Doeu, eu cresci - um pouco - e eu aprendi. Doeu e entendi que eu tenho que ficar com você. Então vai, toma o seu tempo, cresce mais um pouco, sente minha falta e aprende também que ninguém no mundo vai te fazer sentir completo e em paz. Deixo você ir com a plena certeza e calma de que você vai voltar para mim. E não porque eu sou alguma coisa muito especial e melhor que as outras... Mas porque tem que ser assim. Eu e você.
Eu recolho os pedaços do meu coração que você partiu. Eu faço isso e volto para minha vida em branco e preto sem você. Eu volto para meus dias vazios e sem amor. Eu volto a ver filmes sozinha. Eu volto a ver The Big Bang Theory sabendo que a gente não está junto de novo e sabendo que eu sou igual a garota loira que procura amor nos caras errados e que você é igual o nerd baixinho que ela só vai ficar junto de novo e de vez no final. Mas que aí vai ser para sempre. Eu volto a ver O homem do futuro sozinha. Você lembra quando nós vimos algumas semanas atrás? Você lembra como você disse que era o filme que tinha a história mais parecida com a nossa? Eu gostaria que não fosse parecida na parte de ter que ficar longe de você... Eu volto para os meus fins de semana com a felicidade pela metade, ajudada a aparecer com o álcool, porque só ele me faz suportar ficar sem você e não fazer nenhuma "besteira", como você diria.
"Quanto tempo você esperaria pelo amor da sua vida?"
Para sempre.
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
Para ele, o homem da minha vida
Outro dia ele me perguntou quando eu iria escrever de novo e disse que gostava das coisas escritas por mim. Ao contrário de quando qualquer outra pessoa me elogia, aquilo me deixou sem graça. Tive vontade de reescrever todos os textos de novo para deixá-los bons suficientes.
No outro dia, fiquei o tempo todo pensando que eu queria escrever algo e queria escrever para ele. Passei dias arrastando essa ideia. Abri o blog algumas vezes... Mas pensar em escrever e, pior, pensar em escrever para ele, me fez não conseguir escrever uma palavra. Hoje, me dei uma ultimato.
Eu o conheci no dia quinze de dezembro de 2006. Nunca vou esquecer essa data. Foi quando toda minha vida de catorze anos mudou, ainda que naquele dia eu não soubesse disso. Não foi difícil perceber, porém, que ele mexia comigo... Desde o primeiro momento. Me apaixonar por ele foi mais fácil ainda. Quantas vezes você conhece um cara tão educado, carinhoso e fofo assim? Eu te respondo: uma. Ele.
Nunca foi fácil, nunca mesmo. Nem no começo. Nós sempre tivemos problemas. Mas sempre valeu a pena. A primeira vez que ele sentiu ciúme de mim, fiquei feliz porque vi que ele podia gostar de mim como eu gostava dele. Vi que ele sentia algum medo de me perder ou não ficar comigo. Essa é uma sensação muito boa de se sentir quando você começa um relacionamento com alguém. Com ele, melhor ainda.
Cada coisa que eu descobria dele fazia meu coração amolecer mais. Admito que, ainda hoje, mesmo depois de tantos anos, muitas coisas que ele diz ou faz ainda fazem meu coração amolecer e eu me apaixonar mais por ele.
O tempo passou e me fez perceber que o que eu sentia era muito grande pra ser só carência ou uma paixão qualquer. O que eu sentia por ele era diferente. O que, melhor, ele me fazia sentir, sem que eu pudesse controlar, era amor. O incrível foi descobrir que ele se sentia assim também.
Amor que, durante muito tempo, tentei negar e, muitas outras, tentei fugir e tentei ir embora. Sumi de perto dele, parei de falar, apaguei os vestígios que me faziam lembrar. Mas quem consegue apagar ele da minha vida, da minha história, da minha memória e do meu coração? Por mais tempo que eu tenha ficado longe, nunca parei de pensar nele. Sabe aquela pessoa que por mais que esteja distante parece que está sempre perto? É ele para mim.
Depois de meses longe, pessoas indo e vindo, realmente entendi. Sempre foi ele. Tudo aquilo que as pessoas falam uma para as outras quando estão juntas, e muitas vezes não é verdade, com ele era. Não era paixão e nem era só amor, se você quiser saber. Era O amor. Aquele amor de uma vida. Não, aquele amor de várias vidas. Aquela pessoa que você sabe que sempre vai encontrar, porque tem que ser assim. Aquela pessoa que faz você sentir isso e realmente acreditar nisso.
Voltei. Ele voltou. Quando tudo parecia perdido na minha vida, ele voltou trazendo as cores, os sonhos e a felicidade pura e simples só por o ter por perto. Concluí que aquele vazio imenso e desgosto na vida era a ausência dele. Porque com ele por perto, o mundo pode estar desabando, mesmo assim, está tudo bem. Eu sei que vai se ajeitar. Eu tenho ele.
Depois de 2032 dias desde que eu o conheci e depois de uma primeira semana de namoro nada convencional, eu afirmo com a maior certeza do mundo: Eu te amo muito e você é o grande amor da minha vida. Ninguém consegue me fazer sentir o que você consegue. Obrigada por tudo durante todos esses maravilhosos anos e pelos próximos que ainda virão.
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No outro dia, fiquei o tempo todo pensando que eu queria escrever algo e queria escrever para ele. Passei dias arrastando essa ideia. Abri o blog algumas vezes... Mas pensar em escrever e, pior, pensar em escrever para ele, me fez não conseguir escrever uma palavra. Hoje, me dei uma ultimato.
Eu o conheci no dia quinze de dezembro de 2006. Nunca vou esquecer essa data. Foi quando toda minha vida de catorze anos mudou, ainda que naquele dia eu não soubesse disso. Não foi difícil perceber, porém, que ele mexia comigo... Desde o primeiro momento. Me apaixonar por ele foi mais fácil ainda. Quantas vezes você conhece um cara tão educado, carinhoso e fofo assim? Eu te respondo: uma. Ele.
Nunca foi fácil, nunca mesmo. Nem no começo. Nós sempre tivemos problemas. Mas sempre valeu a pena. A primeira vez que ele sentiu ciúme de mim, fiquei feliz porque vi que ele podia gostar de mim como eu gostava dele. Vi que ele sentia algum medo de me perder ou não ficar comigo. Essa é uma sensação muito boa de se sentir quando você começa um relacionamento com alguém. Com ele, melhor ainda.
Cada coisa que eu descobria dele fazia meu coração amolecer mais. Admito que, ainda hoje, mesmo depois de tantos anos, muitas coisas que ele diz ou faz ainda fazem meu coração amolecer e eu me apaixonar mais por ele.
O tempo passou e me fez perceber que o que eu sentia era muito grande pra ser só carência ou uma paixão qualquer. O que eu sentia por ele era diferente. O que, melhor, ele me fazia sentir, sem que eu pudesse controlar, era amor. O incrível foi descobrir que ele se sentia assim também.
Amor que, durante muito tempo, tentei negar e, muitas outras, tentei fugir e tentei ir embora. Sumi de perto dele, parei de falar, apaguei os vestígios que me faziam lembrar. Mas quem consegue apagar ele da minha vida, da minha história, da minha memória e do meu coração? Por mais tempo que eu tenha ficado longe, nunca parei de pensar nele. Sabe aquela pessoa que por mais que esteja distante parece que está sempre perto? É ele para mim.
Depois de meses longe, pessoas indo e vindo, realmente entendi. Sempre foi ele. Tudo aquilo que as pessoas falam uma para as outras quando estão juntas, e muitas vezes não é verdade, com ele era. Não era paixão e nem era só amor, se você quiser saber. Era O amor. Aquele amor de uma vida. Não, aquele amor de várias vidas. Aquela pessoa que você sabe que sempre vai encontrar, porque tem que ser assim. Aquela pessoa que faz você sentir isso e realmente acreditar nisso.
Voltei. Ele voltou. Quando tudo parecia perdido na minha vida, ele voltou trazendo as cores, os sonhos e a felicidade pura e simples só por o ter por perto. Concluí que aquele vazio imenso e desgosto na vida era a ausência dele. Porque com ele por perto, o mundo pode estar desabando, mesmo assim, está tudo bem. Eu sei que vai se ajeitar. Eu tenho ele.
Depois de 2032 dias desde que eu o conheci e depois de uma primeira semana de namoro nada convencional, eu afirmo com a maior certeza do mundo: Eu te amo muito e você é o grande amor da minha vida. Ninguém consegue me fazer sentir o que você consegue. Obrigada por tudo durante todos esses maravilhosos anos e pelos próximos que ainda virão.
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
Epifania
Há um momento em nossa vida que parece dizer 'Pare!'. É aquele momento que você olha e tudo ficou fora de controle, tudo começou a dar errado e a empacar. E pior: você não faz nem ideia de como isso aconteceu.
É aquele momento que você olha suas decisões e vê que não foram as melhores. É aquele momento que você olha sua atitude com as pessoas e vê que deveria ter feito de outra forma. É aquele momento que você se olha como realmente é e não como você achava que era - momento raro.
Um dos maiores choques que eu já tive foi ver que a ideia que eu tinha de mim mesma estava absurdamente errada. É fácil olhar para uma pessoa e apontar seus erros, mas é difícil olhar para si mesmo e fazer isso, porque, geralmente, temos uma visão corrompida de quem somos. Não gostamos de ver que também somos maldosos às vezes, que também magoamos por egoísmo, que podemos ser de alguma forma 'ruins' em certas situações. Parece que todos ignoramos isso e, sempre que fazemos algo assim, nos convencemos que tivemos um motivo realmente plausível.
Você está com a sua vida de cabeça para baixo e a culpa é sua? Eu sei, é um inferno. Mas é o momento da sua vida. É quando você olha quem você é de verdade. É quando você encara seus defeitos - que você talvez nem suspeitasse que tinha - e decide o que fazer à respeito.
Olhe para isso e decida se você quer ficar perdendo tempo reclamando como tudo está ruim e como você se sente mal, ou se você quer mudar isso, consertar as coisas e ser de um jeito melhor para você e para os outros.
Acredite: Nunca é tarde demais.
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É aquele momento que você olha suas decisões e vê que não foram as melhores. É aquele momento que você olha sua atitude com as pessoas e vê que deveria ter feito de outra forma. É aquele momento que você se olha como realmente é e não como você achava que era - momento raro.
Um dos maiores choques que eu já tive foi ver que a ideia que eu tinha de mim mesma estava absurdamente errada. É fácil olhar para uma pessoa e apontar seus erros, mas é difícil olhar para si mesmo e fazer isso, porque, geralmente, temos uma visão corrompida de quem somos. Não gostamos de ver que também somos maldosos às vezes, que também magoamos por egoísmo, que podemos ser de alguma forma 'ruins' em certas situações. Parece que todos ignoramos isso e, sempre que fazemos algo assim, nos convencemos que tivemos um motivo realmente plausível.
Você está com a sua vida de cabeça para baixo e a culpa é sua? Eu sei, é um inferno. Mas é o momento da sua vida. É quando você olha quem você é de verdade. É quando você encara seus defeitos - que você talvez nem suspeitasse que tinha - e decide o que fazer à respeito.
Olhe para isso e decida se você quer ficar perdendo tempo reclamando como tudo está ruim e como você se sente mal, ou se você quer mudar isso, consertar as coisas e ser de um jeito melhor para você e para os outros.
Acredite: Nunca é tarde demais.
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
O que volta, às vezes.
Sei que não se deve ficar remexendo no passado, nas coisas que foram e não são, no que poderia ter sido e não foi, no que foi e não deveria ter sido. Sei também que o ideal seria nós, perante uma escolha, tomarmos uma decisão e não olharmos mais pra trás, acertando ou errando, porque ninguém sabe o que cada escolha pode trazer, nós decidimos esperando que o melhor aconteça, decidimos tentando acertar. Acertar não só com a gente mesmo, mas também com os outros.
Eu decidi. Decidi sobre isso duas vezes e, admito, fugi nas duas. Da primeira vez, não sei bem ao certo do que eu fugia, talvez estivesse fugindo de mim ou do óbvio que as coisas pareciam. Já na segunda vez, eu fugi por medo, medo de ter meu coração partido. A propósito, nas duas vezes que tentei fugir de algo, não deu certo. E eu já sabia disso.
Não se deve remexer, eu sei, mas é difícil não fazer isso tendo que conviver com isso todo o tempo. Não me arrependo, não é isso, o que dói é ter perdido.
Com qualquer decisão você é obrigado a abrir mão de algo. Esse é o problema, pois não gostamos de perder, toda vez que experimentamos a sensação de perda, nos sentimos pequenos e fracos. A verdade é que não queríamos ter que escolher, queríamos poder ter tudo, ao mesmo tempo.
Dói, dói ver as pessoas seguindo a vida sem você. Dói ver as pessoas se perdendo nas coisas em que você não pode estar. Dói perder o lugar especial que você conseguiu na vida das pessoas e dói mais ainda ver outra pessoa nesse lugar. Doeu muito ver você conseguindo algo que para mim era tão importante e que para você não significou muita coisa. Isso foi o pior. Eu tentei fugir pra não ter que ver isso, apesar de saber que era inevitável. Tentei fugir e talvez o impacto tenha sido um pouco menor, mas não muito.
A verdade é que às vezes volta. Dói, dói muito e sangra também, mas depois passa e você sobrevive. Eu juro.
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Eu decidi. Decidi sobre isso duas vezes e, admito, fugi nas duas. Da primeira vez, não sei bem ao certo do que eu fugia, talvez estivesse fugindo de mim ou do óbvio que as coisas pareciam. Já na segunda vez, eu fugi por medo, medo de ter meu coração partido. A propósito, nas duas vezes que tentei fugir de algo, não deu certo. E eu já sabia disso.
Não se deve remexer, eu sei, mas é difícil não fazer isso tendo que conviver com isso todo o tempo. Não me arrependo, não é isso, o que dói é ter perdido.
Com qualquer decisão você é obrigado a abrir mão de algo. Esse é o problema, pois não gostamos de perder, toda vez que experimentamos a sensação de perda, nos sentimos pequenos e fracos. A verdade é que não queríamos ter que escolher, queríamos poder ter tudo, ao mesmo tempo.
Dói, dói ver as pessoas seguindo a vida sem você. Dói ver as pessoas se perdendo nas coisas em que você não pode estar. Dói perder o lugar especial que você conseguiu na vida das pessoas e dói mais ainda ver outra pessoa nesse lugar. Doeu muito ver você conseguindo algo que para mim era tão importante e que para você não significou muita coisa. Isso foi o pior. Eu tentei fugir pra não ter que ver isso, apesar de saber que era inevitável. Tentei fugir e talvez o impacto tenha sido um pouco menor, mas não muito.
A verdade é que às vezes volta. Dói, dói muito e sangra também, mas depois passa e você sobrevive. Eu juro.
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