Ontem a sua partida parecia ruim... Hoje eu descobri que pode ser pior. Ontem não teve uma mensagem sua me desejando boa noite. Mas, hoje, o que me assusta, depois de acordar com a alma vazia de quem levaram a felicidade, é saber que ontem vai parecer fácil. Porque hoje você não vai, quando estiver chegando perto do meio-dia - nesse lado do mundo -, fazer o meu celular vibrar e me colocar um sorriso no rosto com uma mensagem sua ainda sonado ("Bom dia, gorda"). E nem vai me assustar de tarde dizendo: "Amor, aconteceu uma coisa" ou algo do tipo e depois, rindo do meu desespero, mandar outra dizendo que é que você está com muita saudade... E eu sei também que de noite, assim como ontem, você não vai desejar que eu durma bem e tenha um bom trabalho no dia seguinte, mesmo que a gente tenha acabado de se despedir e você já tenha falado isso pelo computador, como a gente sempre fazia, ou ficar conversando comigo mais um pouco por mensagem, nós dois parecendo dois bobos, falando sobre como a gente queria estar junto ou planejando a nossa vida. Engraçado como uma palavra como "nossa" ou "nosso" pode parecer tão incrível se é você que diz para mim - "nossa casa", "nossa vida juntos", "nosso futuro".
Agora o que sobrou? Eu vivendo a minha vida sem você... Com os dias que já eram absurdamente longos antes, quando eu esperava para falar com você, e que, agora, parece durar dez vezes mais enquanto eu espero você voltar para a minha vida. Enquanto eu rezo, torço e espero você voltar. Enquanto eu tento lidar com a sua ausência ao mesmo tempo em que tento não desabar com um coração quebrado e tentando manter a cabeça erguida e a fé intacta.
Ontem quando eu estava deitada na cama, eu peguei meu celular. A vontade de te mandar algo te dando todos os motivos do mundo para não ir ou para voltar - chame como quiser - foi grande. Mas não fiz isso. E não porque eu tenha desistido de você, ainda é muito cedo, e eu falei muito sério aquele dia para você que eu não ia mais desistir de nós. Não, não deixei de te enviar por isso, nem por orgulho, nem por covardia. E, sim, porque respeito o tempo que você precisa agora para conseguir enxergar, mais uma vez, o que nós temos. O que eu fiz ontem foi reler várias mensagens suas e isso pode soar estúpido para as outras pessoas, mesmo que todos já tenham feito isso um dia também.
Eu reli e fechei os olhos e eu imaginei a gente... E tudo aquilo que a gente tinha combinado e planejado. E você estava ali comigo, como você pediu tantas vezes para eu sentir. Você ali do meu lado e eu falei com você... Eu sussurrei. E não importa em que lugar no mundo você estava ou o que raios você estava fazendo, eu sei que, naquele momento, você sabia... Sim, eu sei, porque nossa conexão nunca falhou. É incrível. E eu chorei... Não porque você foi, mas porque eu pensei na sua volta.
"Tente não me esquecer, vou tentar sempre te amar".
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"Essas palavras que escrevo me protegem da completa loucura" - Bukowski
quarta-feira, 11 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
"I'm not gonna move" ele disse para mim e eu digo, agora, para ele
A vida é estranha e imprevisível. Em um dia você pode ser a pessoa mais feliz do mundo por namorar o amor da sua vida e, no outro, estar totalmente desolado e sem chão porque essa pessoa foi embora. Sem aviso prévio, sem um alerta de risco.
Hoje de manhã, no trabalho, estava ansiosa e querendo falar logo com ele. Olhava para o relógio no canto direito da tela do computador a cada dois minutos. Talvez menos. Olhei para o papel de lembretes amarelo no porta-canetas, escrevi três palavras, fiz um desenho e o colei em cima das horas que demoravam a passar ali na minha frente. Olhei e sorri. No pequeno papel dizia: "Gabriel logo logo". Embaixo de seu nome havia um coração vermelho. Convenientemente ou não, as canetas que eu tenho ali para usar são vermelhas.
Continuei olhando para aquele canto algumas vezes esperando ver as horas. Não era aquilo que eu via mais, mas em momento nenhum tive vontade de descolar aquilo dali. Era um incentivo. Por ironia do destino teria sido melhor que a hora não tivesse passado.
Rasgar a pele com coisas cortantes não dói. Fazer uma tatuagem não dói. Um roxo grande na coxa não dói. Mas perder a pessoa que você sabe que é a certa para você... Isso dói.
Houve um tempo que eu não sabia que você era a pessoa certa para mim. Você estava longe e era fácil eu me apegar a outras pessoas e acabar me apaixonando. Eu tinha quinze ou dezesseis anos, era fácil também ignorar o que estava bem na minha frente com a burrice e a imaturidade da juventude. Hoje, com vinte anos e totalmente ciente do que você é para mim e na minha vida e sem vontade nenhuma de perder o meu tempo em relacionamentos que não vão dar em nada, eu vejo como é difícil crescer, ganhar um pouco de maturidade e visão de futuro.
A vontade é de largar tudo. Não ir mais trabalhar, não ir mais estudar, não levantar mais da cama. De novo. Infelizmente eu já sei que isso não adianta nada e você tem que continuar vivendo. Mesmo porque ficar em casa deitada e olhando para o teto não vai resolver. Nem chorar. Se choro é porque a ferida sangra, mas sei que isso não vai trazer ninguém de volta.
Deixo você ir... Por mais que doa, por mais que eu queira gritar para você todos os dias e todos os segundos o quão cego você é, o quão estúpido está sendo de jogar o que também está na sua cara... Eu te deixo ir. Porque agora eu entendo. Eu também precisei ir. E eu fui e eu fingi esquecer. Doeu, eu cresci - um pouco - e eu aprendi. Doeu e entendi que eu tenho que ficar com você. Então vai, toma o seu tempo, cresce mais um pouco, sente minha falta e aprende também que ninguém no mundo vai te fazer sentir completo e em paz. Deixo você ir com a plena certeza e calma de que você vai voltar para mim. E não porque eu sou alguma coisa muito especial e melhor que as outras... Mas porque tem que ser assim. Eu e você.
Eu recolho os pedaços do meu coração que você partiu. Eu faço isso e volto para minha vida em branco e preto sem você. Eu volto para meus dias vazios e sem amor. Eu volto a ver filmes sozinha. Eu volto a ver The Big Bang Theory sabendo que a gente não está junto de novo e sabendo que eu sou igual a garota loira que procura amor nos caras errados e que você é igual o nerd baixinho que ela só vai ficar junto de novo e de vez no final. Mas que aí vai ser para sempre. Eu volto a ver O homem do futuro sozinha. Você lembra quando nós vimos algumas semanas atrás? Você lembra como você disse que era o filme que tinha a história mais parecida com a nossa? Eu gostaria que não fosse parecida na parte de ter que ficar longe de você... Eu volto para os meus fins de semana com a felicidade pela metade, ajudada a aparecer com o álcool, porque só ele me faz suportar ficar sem você e não fazer nenhuma "besteira", como você diria.
"Quanto tempo você esperaria pelo amor da sua vida?"
Para sempre.
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Hoje de manhã, no trabalho, estava ansiosa e querendo falar logo com ele. Olhava para o relógio no canto direito da tela do computador a cada dois minutos. Talvez menos. Olhei para o papel de lembretes amarelo no porta-canetas, escrevi três palavras, fiz um desenho e o colei em cima das horas que demoravam a passar ali na minha frente. Olhei e sorri. No pequeno papel dizia: "Gabriel logo logo". Embaixo de seu nome havia um coração vermelho. Convenientemente ou não, as canetas que eu tenho ali para usar são vermelhas.
Continuei olhando para aquele canto algumas vezes esperando ver as horas. Não era aquilo que eu via mais, mas em momento nenhum tive vontade de descolar aquilo dali. Era um incentivo. Por ironia do destino teria sido melhor que a hora não tivesse passado.
Rasgar a pele com coisas cortantes não dói. Fazer uma tatuagem não dói. Um roxo grande na coxa não dói. Mas perder a pessoa que você sabe que é a certa para você... Isso dói.
Houve um tempo que eu não sabia que você era a pessoa certa para mim. Você estava longe e era fácil eu me apegar a outras pessoas e acabar me apaixonando. Eu tinha quinze ou dezesseis anos, era fácil também ignorar o que estava bem na minha frente com a burrice e a imaturidade da juventude. Hoje, com vinte anos e totalmente ciente do que você é para mim e na minha vida e sem vontade nenhuma de perder o meu tempo em relacionamentos que não vão dar em nada, eu vejo como é difícil crescer, ganhar um pouco de maturidade e visão de futuro.
A vontade é de largar tudo. Não ir mais trabalhar, não ir mais estudar, não levantar mais da cama. De novo. Infelizmente eu já sei que isso não adianta nada e você tem que continuar vivendo. Mesmo porque ficar em casa deitada e olhando para o teto não vai resolver. Nem chorar. Se choro é porque a ferida sangra, mas sei que isso não vai trazer ninguém de volta.
Deixo você ir... Por mais que doa, por mais que eu queira gritar para você todos os dias e todos os segundos o quão cego você é, o quão estúpido está sendo de jogar o que também está na sua cara... Eu te deixo ir. Porque agora eu entendo. Eu também precisei ir. E eu fui e eu fingi esquecer. Doeu, eu cresci - um pouco - e eu aprendi. Doeu e entendi que eu tenho que ficar com você. Então vai, toma o seu tempo, cresce mais um pouco, sente minha falta e aprende também que ninguém no mundo vai te fazer sentir completo e em paz. Deixo você ir com a plena certeza e calma de que você vai voltar para mim. E não porque eu sou alguma coisa muito especial e melhor que as outras... Mas porque tem que ser assim. Eu e você.
Eu recolho os pedaços do meu coração que você partiu. Eu faço isso e volto para minha vida em branco e preto sem você. Eu volto para meus dias vazios e sem amor. Eu volto a ver filmes sozinha. Eu volto a ver The Big Bang Theory sabendo que a gente não está junto de novo e sabendo que eu sou igual a garota loira que procura amor nos caras errados e que você é igual o nerd baixinho que ela só vai ficar junto de novo e de vez no final. Mas que aí vai ser para sempre. Eu volto a ver O homem do futuro sozinha. Você lembra quando nós vimos algumas semanas atrás? Você lembra como você disse que era o filme que tinha a história mais parecida com a nossa? Eu gostaria que não fosse parecida na parte de ter que ficar longe de você... Eu volto para os meus fins de semana com a felicidade pela metade, ajudada a aparecer com o álcool, porque só ele me faz suportar ficar sem você e não fazer nenhuma "besteira", como você diria.
"Quanto tempo você esperaria pelo amor da sua vida?"
Para sempre.
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
Para ele, o homem da minha vida
Outro dia ele me perguntou quando eu iria escrever de novo e disse que gostava das coisas escritas por mim. Ao contrário de quando qualquer outra pessoa me elogia, aquilo me deixou sem graça. Tive vontade de reescrever todos os textos de novo para deixá-los bons suficientes.
No outro dia, fiquei o tempo todo pensando que eu queria escrever algo e queria escrever para ele. Passei dias arrastando essa ideia. Abri o blog algumas vezes... Mas pensar em escrever e, pior, pensar em escrever para ele, me fez não conseguir escrever uma palavra. Hoje, me dei uma ultimato.
Eu o conheci no dia quinze de dezembro de 2006. Nunca vou esquecer essa data. Foi quando toda minha vida de catorze anos mudou, ainda que naquele dia eu não soubesse disso. Não foi difícil perceber, porém, que ele mexia comigo... Desde o primeiro momento. Me apaixonar por ele foi mais fácil ainda. Quantas vezes você conhece um cara tão educado, carinhoso e fofo assim? Eu te respondo: uma. Ele.
Nunca foi fácil, nunca mesmo. Nem no começo. Nós sempre tivemos problemas. Mas sempre valeu a pena. A primeira vez que ele sentiu ciúme de mim, fiquei feliz porque vi que ele podia gostar de mim como eu gostava dele. Vi que ele sentia algum medo de me perder ou não ficar comigo. Essa é uma sensação muito boa de se sentir quando você começa um relacionamento com alguém. Com ele, melhor ainda.
Cada coisa que eu descobria dele fazia meu coração amolecer mais. Admito que, ainda hoje, mesmo depois de tantos anos, muitas coisas que ele diz ou faz ainda fazem meu coração amolecer e eu me apaixonar mais por ele.
O tempo passou e me fez perceber que o que eu sentia era muito grande pra ser só carência ou uma paixão qualquer. O que eu sentia por ele era diferente. O que, melhor, ele me fazia sentir, sem que eu pudesse controlar, era amor. O incrível foi descobrir que ele se sentia assim também.
Amor que, durante muito tempo, tentei negar e, muitas outras, tentei fugir e tentei ir embora. Sumi de perto dele, parei de falar, apaguei os vestígios que me faziam lembrar. Mas quem consegue apagar ele da minha vida, da minha história, da minha memória e do meu coração? Por mais tempo que eu tenha ficado longe, nunca parei de pensar nele. Sabe aquela pessoa que por mais que esteja distante parece que está sempre perto? É ele para mim.
Depois de meses longe, pessoas indo e vindo, realmente entendi. Sempre foi ele. Tudo aquilo que as pessoas falam uma para as outras quando estão juntas, e muitas vezes não é verdade, com ele era. Não era paixão e nem era só amor, se você quiser saber. Era O amor. Aquele amor de uma vida. Não, aquele amor de várias vidas. Aquela pessoa que você sabe que sempre vai encontrar, porque tem que ser assim. Aquela pessoa que faz você sentir isso e realmente acreditar nisso.
Voltei. Ele voltou. Quando tudo parecia perdido na minha vida, ele voltou trazendo as cores, os sonhos e a felicidade pura e simples só por o ter por perto. Concluí que aquele vazio imenso e desgosto na vida era a ausência dele. Porque com ele por perto, o mundo pode estar desabando, mesmo assim, está tudo bem. Eu sei que vai se ajeitar. Eu tenho ele.
Depois de 2032 dias desde que eu o conheci e depois de uma primeira semana de namoro nada convencional, eu afirmo com a maior certeza do mundo: Eu te amo muito e você é o grande amor da minha vida. Ninguém consegue me fazer sentir o que você consegue. Obrigada por tudo durante todos esses maravilhosos anos e pelos próximos que ainda virão.
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No outro dia, fiquei o tempo todo pensando que eu queria escrever algo e queria escrever para ele. Passei dias arrastando essa ideia. Abri o blog algumas vezes... Mas pensar em escrever e, pior, pensar em escrever para ele, me fez não conseguir escrever uma palavra. Hoje, me dei uma ultimato.
Eu o conheci no dia quinze de dezembro de 2006. Nunca vou esquecer essa data. Foi quando toda minha vida de catorze anos mudou, ainda que naquele dia eu não soubesse disso. Não foi difícil perceber, porém, que ele mexia comigo... Desde o primeiro momento. Me apaixonar por ele foi mais fácil ainda. Quantas vezes você conhece um cara tão educado, carinhoso e fofo assim? Eu te respondo: uma. Ele.
Nunca foi fácil, nunca mesmo. Nem no começo. Nós sempre tivemos problemas. Mas sempre valeu a pena. A primeira vez que ele sentiu ciúme de mim, fiquei feliz porque vi que ele podia gostar de mim como eu gostava dele. Vi que ele sentia algum medo de me perder ou não ficar comigo. Essa é uma sensação muito boa de se sentir quando você começa um relacionamento com alguém. Com ele, melhor ainda.
Cada coisa que eu descobria dele fazia meu coração amolecer mais. Admito que, ainda hoje, mesmo depois de tantos anos, muitas coisas que ele diz ou faz ainda fazem meu coração amolecer e eu me apaixonar mais por ele.
O tempo passou e me fez perceber que o que eu sentia era muito grande pra ser só carência ou uma paixão qualquer. O que eu sentia por ele era diferente. O que, melhor, ele me fazia sentir, sem que eu pudesse controlar, era amor. O incrível foi descobrir que ele se sentia assim também.
Amor que, durante muito tempo, tentei negar e, muitas outras, tentei fugir e tentei ir embora. Sumi de perto dele, parei de falar, apaguei os vestígios que me faziam lembrar. Mas quem consegue apagar ele da minha vida, da minha história, da minha memória e do meu coração? Por mais tempo que eu tenha ficado longe, nunca parei de pensar nele. Sabe aquela pessoa que por mais que esteja distante parece que está sempre perto? É ele para mim.
Depois de meses longe, pessoas indo e vindo, realmente entendi. Sempre foi ele. Tudo aquilo que as pessoas falam uma para as outras quando estão juntas, e muitas vezes não é verdade, com ele era. Não era paixão e nem era só amor, se você quiser saber. Era O amor. Aquele amor de uma vida. Não, aquele amor de várias vidas. Aquela pessoa que você sabe que sempre vai encontrar, porque tem que ser assim. Aquela pessoa que faz você sentir isso e realmente acreditar nisso.
Voltei. Ele voltou. Quando tudo parecia perdido na minha vida, ele voltou trazendo as cores, os sonhos e a felicidade pura e simples só por o ter por perto. Concluí que aquele vazio imenso e desgosto na vida era a ausência dele. Porque com ele por perto, o mundo pode estar desabando, mesmo assim, está tudo bem. Eu sei que vai se ajeitar. Eu tenho ele.
Depois de 2032 dias desde que eu o conheci e depois de uma primeira semana de namoro nada convencional, eu afirmo com a maior certeza do mundo: Eu te amo muito e você é o grande amor da minha vida. Ninguém consegue me fazer sentir o que você consegue. Obrigada por tudo durante todos esses maravilhosos anos e pelos próximos que ainda virão.
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
Epifania
Há um momento em nossa vida que parece dizer 'Pare!'. É aquele momento que você olha e tudo ficou fora de controle, tudo começou a dar errado e a empacar. E pior: você não faz nem ideia de como isso aconteceu.
É aquele momento que você olha suas decisões e vê que não foram as melhores. É aquele momento que você olha sua atitude com as pessoas e vê que deveria ter feito de outra forma. É aquele momento que você se olha como realmente é e não como você achava que era - momento raro.
Um dos maiores choques que eu já tive foi ver que a ideia que eu tinha de mim mesma estava absurdamente errada. É fácil olhar para uma pessoa e apontar seus erros, mas é difícil olhar para si mesmo e fazer isso, porque, geralmente, temos uma visão corrompida de quem somos. Não gostamos de ver que também somos maldosos às vezes, que também magoamos por egoísmo, que podemos ser de alguma forma 'ruins' em certas situações. Parece que todos ignoramos isso e, sempre que fazemos algo assim, nos convencemos que tivemos um motivo realmente plausível.
Você está com a sua vida de cabeça para baixo e a culpa é sua? Eu sei, é um inferno. Mas é o momento da sua vida. É quando você olha quem você é de verdade. É quando você encara seus defeitos - que você talvez nem suspeitasse que tinha - e decide o que fazer à respeito.
Olhe para isso e decida se você quer ficar perdendo tempo reclamando como tudo está ruim e como você se sente mal, ou se você quer mudar isso, consertar as coisas e ser de um jeito melhor para você e para os outros.
Acredite: Nunca é tarde demais.
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É aquele momento que você olha suas decisões e vê que não foram as melhores. É aquele momento que você olha sua atitude com as pessoas e vê que deveria ter feito de outra forma. É aquele momento que você se olha como realmente é e não como você achava que era - momento raro.
Um dos maiores choques que eu já tive foi ver que a ideia que eu tinha de mim mesma estava absurdamente errada. É fácil olhar para uma pessoa e apontar seus erros, mas é difícil olhar para si mesmo e fazer isso, porque, geralmente, temos uma visão corrompida de quem somos. Não gostamos de ver que também somos maldosos às vezes, que também magoamos por egoísmo, que podemos ser de alguma forma 'ruins' em certas situações. Parece que todos ignoramos isso e, sempre que fazemos algo assim, nos convencemos que tivemos um motivo realmente plausível.
Você está com a sua vida de cabeça para baixo e a culpa é sua? Eu sei, é um inferno. Mas é o momento da sua vida. É quando você olha quem você é de verdade. É quando você encara seus defeitos - que você talvez nem suspeitasse que tinha - e decide o que fazer à respeito.
Olhe para isso e decida se você quer ficar perdendo tempo reclamando como tudo está ruim e como você se sente mal, ou se você quer mudar isso, consertar as coisas e ser de um jeito melhor para você e para os outros.
Acredite: Nunca é tarde demais.
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
O que volta, às vezes.
Sei que não se deve ficar remexendo no passado, nas coisas que foram e não são, no que poderia ter sido e não foi, no que foi e não deveria ter sido. Sei também que o ideal seria nós, perante uma escolha, tomarmos uma decisão e não olharmos mais pra trás, acertando ou errando, porque ninguém sabe o que cada escolha pode trazer, nós decidimos esperando que o melhor aconteça, decidimos tentando acertar. Acertar não só com a gente mesmo, mas também com os outros.
Eu decidi. Decidi sobre isso duas vezes e, admito, fugi nas duas. Da primeira vez, não sei bem ao certo do que eu fugia, talvez estivesse fugindo de mim ou do óbvio que as coisas pareciam. Já na segunda vez, eu fugi por medo, medo de ter meu coração partido. A propósito, nas duas vezes que tentei fugir de algo, não deu certo. E eu já sabia disso.
Não se deve remexer, eu sei, mas é difícil não fazer isso tendo que conviver com isso todo o tempo. Não me arrependo, não é isso, o que dói é ter perdido.
Com qualquer decisão você é obrigado a abrir mão de algo. Esse é o problema, pois não gostamos de perder, toda vez que experimentamos a sensação de perda, nos sentimos pequenos e fracos. A verdade é que não queríamos ter que escolher, queríamos poder ter tudo, ao mesmo tempo.
Dói, dói ver as pessoas seguindo a vida sem você. Dói ver as pessoas se perdendo nas coisas em que você não pode estar. Dói perder o lugar especial que você conseguiu na vida das pessoas e dói mais ainda ver outra pessoa nesse lugar. Doeu muito ver você conseguindo algo que para mim era tão importante e que para você não significou muita coisa. Isso foi o pior. Eu tentei fugir pra não ter que ver isso, apesar de saber que era inevitável. Tentei fugir e talvez o impacto tenha sido um pouco menor, mas não muito.
A verdade é que às vezes volta. Dói, dói muito e sangra também, mas depois passa e você sobrevive. Eu juro.
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Eu decidi. Decidi sobre isso duas vezes e, admito, fugi nas duas. Da primeira vez, não sei bem ao certo do que eu fugia, talvez estivesse fugindo de mim ou do óbvio que as coisas pareciam. Já na segunda vez, eu fugi por medo, medo de ter meu coração partido. A propósito, nas duas vezes que tentei fugir de algo, não deu certo. E eu já sabia disso.
Não se deve remexer, eu sei, mas é difícil não fazer isso tendo que conviver com isso todo o tempo. Não me arrependo, não é isso, o que dói é ter perdido.
Com qualquer decisão você é obrigado a abrir mão de algo. Esse é o problema, pois não gostamos de perder, toda vez que experimentamos a sensação de perda, nos sentimos pequenos e fracos. A verdade é que não queríamos ter que escolher, queríamos poder ter tudo, ao mesmo tempo.
Dói, dói ver as pessoas seguindo a vida sem você. Dói ver as pessoas se perdendo nas coisas em que você não pode estar. Dói perder o lugar especial que você conseguiu na vida das pessoas e dói mais ainda ver outra pessoa nesse lugar. Doeu muito ver você conseguindo algo que para mim era tão importante e que para você não significou muita coisa. Isso foi o pior. Eu tentei fugir pra não ter que ver isso, apesar de saber que era inevitável. Tentei fugir e talvez o impacto tenha sido um pouco menor, mas não muito.
A verdade é que às vezes volta. Dói, dói muito e sangra também, mas depois passa e você sobrevive. Eu juro.
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sábado, 2 de abril de 2011
O que não se fala
Ela olhava pela janela, ela olhava o mundo tentando entender, tentando achar respostas, tentando procurar o que precisava, o que aliviaria tudo aquilo, o que finalmente lhe traria a paz de volta, ou pelo menos tiraria aquele amargo gosto de sua boca. Ela procurava, mesmo sabendo que não acharia, porque o que ela precisava estava muito longe dali.
Os olhos denunciavam o que havia acontecido na noite anterior. Olhos de dor, de quem chorou muito por sentir o coração arrebentar em milhares de pedaços, de quem sente uma tristeza tão forte que fica difícil respirar, de quem precisa de alguém e sabe que não vai ter. Era incontrolável, as lágrimas insistiam em não parar. Agora encarando o mundo ela ficava na ressaca da dor, lembrando de uma noite terrível.
E, sem notar, estava de novo ali. O olhar curioso de quem entra pela primeira vez em algum lugar. Caminhava a passos lentos, observando os mínimos detalhes, queria guardar toda lembrança que pudesse pra quando não estivesse mais lá. Haviam detalhes no teto, paredes brancas e muitas histórias que ainda aconteceriam. E então olhava para ele e sentia aquela angústia de quem sofre com os segundos que insistem em passar fazendo o fim chegar logo. Desejava que o tempo parasse para poder ficar ali, para o momento não acabar.
Ficaram sozinhos. Não havia mais as vozes das outras pessoas ou a presença delas, agora podiam voltar a ser quem eram quando estavam só um com o outro. Ela tinha vontade de abraçá-lo, porque ele fazia seu coração pular mais forte, mas, ao mesmo tempo, ficar em paz. Ela tinha vontade de beijá-lo, porque eles tinham algum tipo de atração inexplicável. Ela tinha vontade de dizer o quanto estava tão apaixonada por ele e tudo o que ele tinha feito com ela, toda a ansiedade que ela sentia quando ele estava longe e como o dia dela ficava feliz só por ele aparecer. E ela reviveu o abraço acolhedor e os beijos fervorosos, sentiu mais uma vez seus cabelos passando pelos seus dedos. Ouviu de novo sua voz calma e doce, e sua risada fácil quando ela falava alguma bobagem. E os olhos, ele sorria com os olhos e não com os lábios e ela adorava isso. Ouviu, por último, a voz grave da música ao fundo que falava sobre uma mulher que havia partido.
Voltou para o presente como se tivesse deixado mais um pedaço dela para trás. Um pedaço que faria falta mais tarde. Ela sabia que depois daquele dia tudo poderia mudar, por isso tinha aproveitado cada instante. Ele foi embora. Ele se foi, mas todo o resto ficou. Ele foi embora, mas não levou o sentimento dela com ele, não, ele foi embora e ainda deixou o sentimento dele junto com ela.
E como ter raiva dele? Culpando-o? Como culpar quem fez exatamente o planejado? A culpada era ela, somente ela, sabia disso. Ela quebrou a regra e quis mudar os planos. Mas, ora, os homens não sabem então que as mulheres nunca cumprem o que planejam?
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Os olhos denunciavam o que havia acontecido na noite anterior. Olhos de dor, de quem chorou muito por sentir o coração arrebentar em milhares de pedaços, de quem sente uma tristeza tão forte que fica difícil respirar, de quem precisa de alguém e sabe que não vai ter. Era incontrolável, as lágrimas insistiam em não parar. Agora encarando o mundo ela ficava na ressaca da dor, lembrando de uma noite terrível.
E, sem notar, estava de novo ali. O olhar curioso de quem entra pela primeira vez em algum lugar. Caminhava a passos lentos, observando os mínimos detalhes, queria guardar toda lembrança que pudesse pra quando não estivesse mais lá. Haviam detalhes no teto, paredes brancas e muitas histórias que ainda aconteceriam. E então olhava para ele e sentia aquela angústia de quem sofre com os segundos que insistem em passar fazendo o fim chegar logo. Desejava que o tempo parasse para poder ficar ali, para o momento não acabar.
Ficaram sozinhos. Não havia mais as vozes das outras pessoas ou a presença delas, agora podiam voltar a ser quem eram quando estavam só um com o outro. Ela tinha vontade de abraçá-lo, porque ele fazia seu coração pular mais forte, mas, ao mesmo tempo, ficar em paz. Ela tinha vontade de beijá-lo, porque eles tinham algum tipo de atração inexplicável. Ela tinha vontade de dizer o quanto estava tão apaixonada por ele e tudo o que ele tinha feito com ela, toda a ansiedade que ela sentia quando ele estava longe e como o dia dela ficava feliz só por ele aparecer. E ela reviveu o abraço acolhedor e os beijos fervorosos, sentiu mais uma vez seus cabelos passando pelos seus dedos. Ouviu de novo sua voz calma e doce, e sua risada fácil quando ela falava alguma bobagem. E os olhos, ele sorria com os olhos e não com os lábios e ela adorava isso. Ouviu, por último, a voz grave da música ao fundo que falava sobre uma mulher que havia partido.
Voltou para o presente como se tivesse deixado mais um pedaço dela para trás. Um pedaço que faria falta mais tarde. Ela sabia que depois daquele dia tudo poderia mudar, por isso tinha aproveitado cada instante. Ele foi embora. Ele se foi, mas todo o resto ficou. Ele foi embora, mas não levou o sentimento dela com ele, não, ele foi embora e ainda deixou o sentimento dele junto com ela.
E como ter raiva dele? Culpando-o? Como culpar quem fez exatamente o planejado? A culpada era ela, somente ela, sabia disso. Ela quebrou a regra e quis mudar os planos. Mas, ora, os homens não sabem então que as mulheres nunca cumprem o que planejam?
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sábado, 19 de março de 2011
Em preto e branco
Eu ainda não sei como aconteceu, porque tudo passou muito rápido pelos meus olhos. O que sei é que, mais uma vez, meu impulso foi o que gerou meu abismo. A sorte é que quando você está cega sonhando, você não sofre com a queda, só com o impacto do chão.
Eu tentei te sabotar, eu te analisei minuciosamente, só que quanto mais eu descobria, mais eu gostava. Então eu comecei a procurar defeitos em você e, quando eu finalmente achava um, você me mostrava cinco qualidades. Só havia mais uma coisa a fazer, mostrar tudo que eu era, te assustar logo pra que você parasse de ser tão legal comigo, mostrar todo o meu trauma com relacionamentos, porque eles machucam, mostrar toda a minha covardia por causa disso evitando qualquer sentimento maior, mostrar como eu não queria nada e esmagar o seu jeito idealizador. E eu esfreguei tudo isso no seu rosto, a verdade nua e crua, mas, por alguma razão que ainda não entendo, você não se assustou, talvez tenha achado graça no meu jeito infantil de sentir medo e querer fugir. Você me viu exatamente como eu era e continuou ali, no fim, quem me sabotou foi você.
E com tantos motivos pra eu me sentir nervosa ali, com tantos motivos pra eu estar feliz, com tantos motivos pra eu sentir medo, naquele momento, tudo se resumia a você. E eu olhava assustada, eram muitas pessoas, muitas vozes, muitos sorrisos, mas era você, sua voz e seu sorriso que fariam meus olhos pararem de procurar. E eles pararam quando eu te vi e logo mudaram de direção também, porque os olhos entregam. Você estava de pé e eu te observava agora. E tudo que eu pensei de você realmente estava ali concretizado. Você sorria, brincava e depois ficava quietinho olhando. Não consigo explicar o que eu senti, foi um pouco de tudo.
Foram segredos, carinhos, brincadeiras, mãos dadas, abraços e beijos. E você quer saber a verdade? Nada foi do jeito que eu achei que seria. Todas as cenas que eu pensei ficaram só na imaginação. Nós invertemos os papéis sem combinar e sem que eu percebesse a tempo. Eu passei a ser a idealizadora, que acha que beijo é paixão, e você a pessoa que tem medo e não quer nada. Eu te encontrei sem que você me encontrasse. Eu sorria em uma felicidade fácil simplesmente por poder estar ali do seu lado e você se afastava. Eu falava e te contava sobre coisas enquanto você ficava mudo e distante. Eu queria você, mas você já não queria tanto assim e mesmo você insistindo em me mostrar isso, eu neguei, porque eu não conseguia entender o que eu tinha feito de errado. Neguei e também fingi não ver o seu interesse nela. Fingi e também senti cada pedacinho dentro de mim doer.
Um dia desses acordei e ainda não sabia o que fazer da minha vida, nem que caminho seguir, mas eu tinha uma certeza que me bastava: você. Eu queria você e quando se quer algo, você tem que lutar por isso. Eu visualizei, estava tudo ali, era nossa vida perfeita um com o outro. Eu digo vida perfeita, mas, por favor, não me entenda errado, eram coisas simples, a perfeição era poder estar ali com você. Só que conforme o dia foi passando, passou também minha certeza e minha vontade. Eu pensei em tudo que havia acontecido e não fazia sentido. Depois de tudo... Por que mesmo eu ainda queria você? E eu não consegui achar resposta.
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Eu tentei te sabotar, eu te analisei minuciosamente, só que quanto mais eu descobria, mais eu gostava. Então eu comecei a procurar defeitos em você e, quando eu finalmente achava um, você me mostrava cinco qualidades. Só havia mais uma coisa a fazer, mostrar tudo que eu era, te assustar logo pra que você parasse de ser tão legal comigo, mostrar todo o meu trauma com relacionamentos, porque eles machucam, mostrar toda a minha covardia por causa disso evitando qualquer sentimento maior, mostrar como eu não queria nada e esmagar o seu jeito idealizador. E eu esfreguei tudo isso no seu rosto, a verdade nua e crua, mas, por alguma razão que ainda não entendo, você não se assustou, talvez tenha achado graça no meu jeito infantil de sentir medo e querer fugir. Você me viu exatamente como eu era e continuou ali, no fim, quem me sabotou foi você.
E com tantos motivos pra eu me sentir nervosa ali, com tantos motivos pra eu estar feliz, com tantos motivos pra eu sentir medo, naquele momento, tudo se resumia a você. E eu olhava assustada, eram muitas pessoas, muitas vozes, muitos sorrisos, mas era você, sua voz e seu sorriso que fariam meus olhos pararem de procurar. E eles pararam quando eu te vi e logo mudaram de direção também, porque os olhos entregam. Você estava de pé e eu te observava agora. E tudo que eu pensei de você realmente estava ali concretizado. Você sorria, brincava e depois ficava quietinho olhando. Não consigo explicar o que eu senti, foi um pouco de tudo.
Foram segredos, carinhos, brincadeiras, mãos dadas, abraços e beijos. E você quer saber a verdade? Nada foi do jeito que eu achei que seria. Todas as cenas que eu pensei ficaram só na imaginação. Nós invertemos os papéis sem combinar e sem que eu percebesse a tempo. Eu passei a ser a idealizadora, que acha que beijo é paixão, e você a pessoa que tem medo e não quer nada. Eu te encontrei sem que você me encontrasse. Eu sorria em uma felicidade fácil simplesmente por poder estar ali do seu lado e você se afastava. Eu falava e te contava sobre coisas enquanto você ficava mudo e distante. Eu queria você, mas você já não queria tanto assim e mesmo você insistindo em me mostrar isso, eu neguei, porque eu não conseguia entender o que eu tinha feito de errado. Neguei e também fingi não ver o seu interesse nela. Fingi e também senti cada pedacinho dentro de mim doer.
Um dia desses acordei e ainda não sabia o que fazer da minha vida, nem que caminho seguir, mas eu tinha uma certeza que me bastava: você. Eu queria você e quando se quer algo, você tem que lutar por isso. Eu visualizei, estava tudo ali, era nossa vida perfeita um com o outro. Eu digo vida perfeita, mas, por favor, não me entenda errado, eram coisas simples, a perfeição era poder estar ali com você. Só que conforme o dia foi passando, passou também minha certeza e minha vontade. Eu pensei em tudo que havia acontecido e não fazia sentido. Depois de tudo... Por que mesmo eu ainda queria você? E eu não consegui achar resposta.
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